Melasma

O que fazer?
By Ermínia Aparecida Domingos 4 anos ago

Quem já não viu ou quem já não teve na própria família alguém com aquelas manchas acastanhadas na face? Elas vão começando devagarinho e, quando a pessoa percebe, elas já se instalaram e estão bem evidentes. Em alguns casos são bem localizadas, mais frequentes nas proeminências ósseas, ou seja, em cima do nariz, na testa, nas maçãs do rosto. Em outros casos, mais extensas, pegam quase toda a face.

De um jeito ou de outro, incomodam bastante.

Na verdade, não há nenhuma repercussão na saúde de quem tem essas manchas, mas elas causam um grande impacto na autoimagem e na qualidade de vida das pessoas que sofrem com o melasma, nome científico dessas manchas.

Existem vários fatores que, conjugados, levam uma pessoa a desenvolver essa condição. A primeira e a mais importante é a exposição solar. Depois, podemos listar a predisposição genética, gravidez, uso de anticoncepcionais e outros medicamentos, cosméticos e até fatores emocionais.

Hoje, com o tratamento, podemos controlar muito bem essas manchas. Mas, trata-se de uma condição crônica que exige um cuidado permanente para que elas não voltem. O uso constante de filtros solares é uma medida essencial e a escolha do filtro adequado ao estilo de vida da paciente é muito importante. Se essa paciente, por exemplo, trabalha em um ambiente fechado e com muitas fontes luminosas é preciso que o filtro tenha pigmento para filtrar a luz visível. Se essa paciente trabalha ao ar livre, a prioridade deve ser para a proteção UVA e UVB. E esses detalhes são muito importantes para o sucesso do tratamento. Depois da escolha do filtro solar mais adequado, entramos com despigmentantes que vão remover o pigmento já formado e impedir e/ou reduzir a formação de novos pigmentos. Existem hoje no mercado vários cremes com essa função. Muitos, combinando vários agentes clareadores. Existe ainda a possibilidade do uso de medicamentos por via oral para reduzir os danos solares e até auxiliar na despigmentação. Por fim, caso ainda reste algum pigmento, podemos lançar mão dos peelings e até do laser.

O fundamental é que tudo seja feito com o acompanhamento de um dermatologista que saberá escolher o melhor conjunto de tratamento para cada caso. E, enquanto você que tem essas manchas, aguarda a consulta com o seu médico, não deixe de usar todos os dias o fotoprotetor. Procure um filtro solar que seja adequado ao seu tipo de pele e aplique pelo menos duas vezes ao dia.

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  Dermatologia Clínica